O dedo sujo no vestiário Gremista

28 jul

Desde que assumiu o cargo de Vice Presidente, o dedo sujo de Antônio Vicente Martins contamina o o vestiário gremista. Não existe outra explicação, o time do ano passado era básicamente o mesmo, mas era aguerrido, sincronizado, efetivo e defensivo. Aliás, o time do ano passado era treinado por Renato Gaúcho, o mesmo técnico que o dirigente fez questão de criar rusgas dizendo que técnico treina e diretor dirige.

Pois bem, quais são as conquistas deste digníssimo diretor? Enquanto Renato Gaúcho foi campeão do Mundo, o diretor conseguiu, na sombra de Odone, trazer um time fraco de volta a primeira divisão, mas logo em seguida vendeu todos os “heróis” sem esforço algum para os times estrangeiros.

Nosso vestiário esta doente. E o maior responsável por isso são as intromissões deste Vice Presidente, que, no atual mandato de Odone é quem tem dado as cartas, já que o Presidente esta ocupado demais com seu mandato de Deputado.

Até quando os torcedores terão que aturar a arrogância desmedida deste homem? Nós, os torcedores, somos os verdadeiros donos deste time, não estes que utilizam o clube para fazer política pessoal.

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Vamos nos unir e tirar as laranjas podres do comando, vamos protestar, nós é quem financiamos este clube, nós é quem pagamos a mensalidade e compramos ingressos e camisas.

Vamos mostrar do que é feito essa torcida, e por ordem de uma vez por todas nessa máfia que tem se mostrado nossa direção.

Grêmio nada Grêmio

5 mai

O Grêmio foi eliminado da Taça Libertadores na noite de ontem. Apesar das péssimas exibições e vergonhosa campanha fora de casa, o mais assustador ficou por conta da postura do time. Ontem, no Chile, não faltou disposição ao time. Mas faltou ser Grêmio.

Foi um time que correu mais que vinha correndo nos últimos jogos. Mas foi, também, um time que ele mesmo parecia não acreditar na virada. Com Lins e Viçosa no ataque, com um zagueiro de volante e outro na lateral, a impressão deixada foi a de um time que entrou para não fazer feio. Não fez. Perdeu para um bom time depois de um gol de contra ataque quando já não existia mais esquema tático.

Credito: Martin Bernetti, AFP

Não existe um grande culpado pela eliminação da Taça. E nem é hora de apontá-los. Domingo tem Grenal, é hora de juntar os cacos e levantar a cabeça. Mas é preciso rever o planejamento conjunto com a comissão técnica. Algumas perguntas precisam ser respondidas, como o fato de o Grêmio não fazer pré-temporada na Serra e as contratações indicas por Renato, como Carlos Alberto, Gilson e Lins.

Falta voz na direção do Grêmio e organização no vestiário.  É hora de trocar o pneu do carro andando. Mas depois do Grenal.

Pra ganhar a Libertadores tem que ser chato

4 mai

Hoje pela manhã eu estava refletindo sobre qual era a virtude ideal para um time ganhar a Libertadores: Habilidade? Talentos individuais? Retranca?

É difícil achar a formula perfeita, mas eu acho que encontrei um bom adjetivo: chato.

O time que quer ganhar a libertadores precisa ser chato, encardido.

Carrinho

Explico, não é um time de habilidades mil, mas sempre que chuta a gol, inexplicavelmente a bola entra (Jonas?). Não é uma defesa perfeita, as vezes a bola até passa, mas o mesmo não pode ser dito sobre o jogador. Não é um meio-campo maestral, mas sabe segurar a bola e irritar o adversário, provocando e cadenciando o jogo. E pra completar, por mais que o time adversário chute a gol a bola não entra, pois entre os aros existe um goleiro chato.

Hoje a noite eu espero que o Grêmio seja esse time chato, que chute a gol e faça o escore que precisa, que o meio de campo irrite o adversário e provoque expulsões, que nossa zaga bata como se não houvessem cartões e que nosso goleiro cresça quando a bola for chutada ao gol.

Força Grêmio, seja hoje o que tu és.

Pela imortalidade

3 mai

O jogo é longe com time desfalcado e desvantagem considerável. Em tempos de atuações decepcionantes e resultados que desanimam, é hora de redobrar a confiança na nossa imortalidade. O clube que tudo fez quando ninguém acreditava vai para mais uma batalha. Dessa vez, desacreditado num nível talvez nunca visto antes.

A confiança da vitoria sobre o Universidad por dois gols de diferença só não é nula devido um histórico de fenômenos. Além de nunca ter sido fácil para o Grêmio, temos na camisa e cores uma sensação subliminar que expõe o mais brando dos sentimentos com sangue nos olhos: nunca duvide desse time.

É não é agora que vou duvidar.

Vingança vermelha

31 mar

Imortalidade

10 mar

Ontem foi um dia complicado para o torcedor gremista, e, para mim, um dos jogos mais sofridos que já enfrentei. Explico nas linhas abaixo.

Imortal

Eu geralmente aproveito os feriados para ver a família em Porto Alegre, e, como bom procrastinador que sou, compro a passagem na última hora e é sempre aquela correria.

Coincidiu que a minha passagem de volta era exatamente no horário do jogo. Eu tinha que voltar para trabalhar, não podia ir ao Olímpico, e ainda por cima não ia conseguir ver o jogo.

Moro ao lado do Olímpico, e quando digo ao lado, é literal. Moro na rua Dona Cecília, quem toma umas no preliminar deve conhecer. A bagunça começou cedo ali nas redondezas, e eu já estava ficando agitado por não ir no jogo. Fui-me para o aeroporto.

Desci em Campinas exatamente na hora do apito inicial e o único veículo de mídia que me permitia acompanhar o jogo era o Twitter. Alias, obrigado a todos que fizeram a cobertura:@torcidadogremio, @gremiohd etc.

Quando o Caxias abriu dois a zero, eu não sabia exatamente o que estava acontecendo, mas já imaginava que o lado esquerdo, fragilizado pela presença do Gilson, devia estar dando problema para a defesa. Dito e feito, Renato saca Carlos Alberto e coloca Bruno Collaço, na minha opininão, o verdadeiro titular da camisa. Antes do término do primeiro tempo já estava 2×1.

Fiquei apertando os botões do meu humilde celular de lá pra cá em busca de informações sobre como o Grêmio tinha ido no primeiro tempo. Era desesperador não conseguir ver nem ouvir o jogo.

Começa o segundo tempo! Pelas frases públicadas no Twitter, consigo perceber que o Grêmio voltou melhor e o Caxias mais retrancado. Pressão e mais pressão e o Gol não saía. Olho pela janela do ônibus que faz o translado do aeroporto de Viracopos a Congonhas e vejo que já estou chegando em São Paulo. Um tuíte informa o tempo, 44 minutos da etapa, nada de gol. Caxias campeão. Tristeza.

Porém um cantinho de esperança surge no próximo tuíte; mais seis minutos de acréscimo pela cera que o Caxias fez o jogo inteiro. Pressão total do Grêmio, mas o gol não sai. Já estou no táxi, quase chegando em minha casa, conformado com o segundo lugar, quando saco o cartão para pagar e vejo escrito na tela do meu celular: GOLLLLLLLLLLLLL. Dou um berro e um soco no teto do carro a ponto de assustar o motorista. Eu ia ver os pênaltis, e o acaso já tinha me reservado o título do turno.

Victor

Assisti as duas defesas do Victor e os quatro gols convertidos pelos batedores do Grêmio. Foi um título de turno, eu sei, mas no Olímpico, só o Grêmio grita ‘é campeão’ antes do jogo terminar. Difícil e com garra, a cara do Grêmio.

Que venha a libertadores.

Renato confirma time com apenas volante

15 fev

Renato fez o último coletivo antes da estréia na Libertadores na tarde desta terça-feira. Os titulares treinaram com Victor; Gabriel, Paulão, Rodolfo, Gilson; Rochemback, Carlos Alberto, Lúcio e Douglas, André Lima e Borges. No inicio da noite, após a cerimônia de inclusão de Renato Gaúcho e Paulo Cesar Verardi no quadro social, Renato admitiu ser esse o time que entra em campo contra o Oriente Petrolero.

“Aquele é o time que vai começar o jogo, se não acontecer nada. Esperamos que não aconteça nada com ninguém, e este será o time”, disse o treinador em entrevista à repórter Tati Lopes, da RBS.

Foto: Tatiana Lopes/ClicRBS

Assim, Escudero, uma das principais contratações do ano, começa a competição no banco. Andre Lima e Borges fazem o ataque. Apenas um volante de marcação: Rochemback. Douglas, Lucio e Carlos Alberto serão responsáveis pelo meio criativo.

Pelo menos na teoria.

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